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Macroeconomia

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Em 2002, o crédito concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) patinava em torno de R$ 38 bilhões. Com Lula, ultrapassou a marca de R$ 168 bilhões. Com Dilma, subiu para R$ 190 bilhões. O BNDES vem desempenhando importante função na oferta dos recursos necessários para manter os investimentos produtivos da economia. Essa atitude mostrou-se especialmente importante a partir de 2008, com o agravamento da crise financeira internacional. Desde então, como nunca antes na história, o BNDES faz jus a cada letra de seu nome.

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Desembolsos do BNDES em 2012 e 2013

 

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Os bancos públicos vêm ganhando participação de mercado desde a crise financeira de 2008, quando os bancos privados se retraíram. E se tornaram ainda mais agressivos em 2012, atendendo a determinação da presidenta Dilma de cortar os juros para forçar a competição no mercado bancário. Por causa da agressividade dos bancos públicos nos últimos cinco anos, mais da metade do crédito existente hoje no país é de origem estatal.

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Com Lula, o Brasil sepultou a Associação de Livre Comércio das Américas (Alca), defendida pelos Estados Unidos e defendida pelo governo anterior. Na prática, a Alca atrelaria o país aos interesses comerciais norte-americanos. Sem abrir mão do intercâmbio com Estados Unidos e União Europeia, o Brasil fortaleceu as trocas comerciais com o Mercosul, que passaram de US$ 10,5 bilhões em 2002 para US$ 39,2 bilhões em 2010 e US$ 43,9 bilhões em 2013. Estreitou também as relações com o continente africano, a Índia e a China.

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Crescimento das Exportações intra-blocos do Mercosul

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Em 2002, o governo FHC foi mais uma vez ao FMI, para poder fechar as contas do ano. Recebeu um empréstimo de US$ 41,75 bilhões, que todos os candidatos à Presidência se comprometeram a pagar. Em 2005, o governo Lula tomou a decisão histórica: quitou o restante da dívida contraída por FHC e livrou o país das exigências do FMI. Em 2009, pela primeira vez na história, o Brasil emprestou dinheiro ao Fundo: US$ 10 bilhões para ajudar países emergentes em meio à crise internacional.

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Entre 2003 e 2005, Lula arrumou a casa. Cumpriu os compromissos com a estabilidade assumidos durante a campanha, na histórica Carta aos Brasileiros, reduzindo a inflação e o endividamento do setor público. Entre 2006 e 2008, foi a vez de uma forte política desenvolvimentista, com foco na aceleração do crescimento e no aumento do emprego e do investimento.

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Lula recebeu o país num ambiente de fragilidade macroeconômica. A forte desvalorização do real resultou no descontrole da inflação (que pulou de 7,7% em 2001 para 12,5% em 2002) e na rápida deterioração das finanças do país. A dívida líquida do setor público saltou de 52% para 60% do PIB em apenas um ano (entre 2001 e 2002). Além da má gestão econômica do governo FHC, entrou em cena o eterno medo do mercado de que Lula fosse eleito presidente. Por ironia, a eleição de Lula colocou o Brasil nos trilhos.

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