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O povo em primeiro lugar

Prevenção

 

Número de fumantes cai 20% em seis anos

Como resultado de uma articulação entre governo federal e Congresso Nacional, a legislação antifumo tornou-se ainda mais rigorosa. Hoje é proibido fumar em qualquer local fechado, privado ou público. Entre 2006 e 2012, a quantidade de fumantes no Brasil caiu 20% e atingiu seu menor índice, pois apenas 12% dos brasileiros consultados declararam ser fumantes. Os dados são da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel, 2012) realizada anualmente pelo Ministério da Saúde.

O levantamento é um importante instrumento para desenvolver políticas de saúde preventiva. Segundo a última pesquisa, a prevalência de fumantes é mais alta entre os homens (15%) do que entre as mulheres (9%). Apenas 4% declaram fumar 20 ou mais cigarros por dia. 21% dos adultos entrevistados declaram ser ex-fumantes: 24% dos homens e 18,1% das mulheres.

Poucas transformações, porém, foram tão bem assimiladas pela população quanto aquelas relativas à saúde sexual: a distribuição de preservativo já faz parte do cotidiano da população, bem como as campanhas publicitárias que abordam diretamente o assunto e hoje são apontadas pela OMS como exemplares.

Lei Seca reduz acidentes e mortes no trânsito

Também em parceria com o Congresso Nacional, foi aprovada, em junho de 2008, a chamada Lei Seca, que reduziu o limite de álcool permitido na corrente sanguínea dos motoristas e previa o uso do bafômetro para comprovar a embriaguez. Só no primeiro ano de aplicação da lei, caiu em 7,4% a taxa de mortes por acidentes.

Em 2011, a Organização Mundial da Saúde lançou proposta mundial de redução de 50% no índice de mortalidade nas ruas e estradas até 2020. No Brasil, o governo lançou o PARADA – Pacto Nacional pela Redução de Acidentes – Um Pacto pela Vida, que promove campanhas de conscientização, ações de mobilização e educativas com o objetivo de diminuir o número de mortes e outros danos causados por acidentes de trânsito.

Em 2012 e 2013, a lei seca tornou-se ainda mais rigorosa, permitindo o uso de outros meios para comprovar o estado de embriaguez ao volante e se o condutor soprar o bafômetro e o aparelho marcar igual ou superior a 0,05 miligramas, por litro de ar, ele será autuado e responderá por infração gravíssima, conforme estabelece o artigo 165, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). Agora, o governo estuda enviar ao Congresso um projeto de lei que multiplica por sete o valor da multa de quem força ultrapassagem perigosa, responsável por 44% das mortes nas estradas brasileiras.Operação Lei Seca tornou-se rotina nas ruas do Brasil e tem ajudado a reduzir acidentes e mortes causadas por embriaguez no trânsito Foto: Agência Senado

Academias da Saúde estimulam exercícios em espaços públicos

A mudança do estilo de vida nas grandes cidades, os novos hábitos alimentares e a escassez de espaços para lazer e esportes em muitas das cidades do interior mudaram a silhueta dos brasileiros de todas regiões, classes sociais e gênero. Em 2012, pela primeira vez, as pessoas com sobrepeso ou obesas tornaram-se maioria na sociedade, chegando a 51% da população. As Academias da Saúde foram criadas para facilitar o acesso da população aos exercícios físicos e reduzir a ameaça da diabetes, da hipertensão arterial e de outras doenças crônicas que podem matar.

As academias estão sempre localizadas em locais de fácil acesso para a comunidade, com equipamentos esportivos e espaço para receber orientações de professores de educação física e nutricionistas. Em setembro de 2013, a população já estava utilizando 308 academias em todos os estados, mas outras 3.725 já haviam sido aprovadas e mais de R$ 481,3 milhões já foram repassados para os municípios concluírem as obras ou iniciarem a construção.

Menos sódio e mais alimentação saudável

Comer mais do que cinco gramas de sal por dia pode causar hipertensão, doenças cardiovasculares, problemas renais e alguns tipo de câncer. E o brasileiro come muito sal. Pior: come sem saber, pois o sal está presente na composição da maior parte dos alimentos industrializados. Em 2011, o governo deu o primeiro passo para tornar a vida no Brasil mais saudável, ao assinar um acordo com as indústrias que produzem massas instantâneas, pães, biscoitos, mistura para bolos e maioneses, para que elas retirassem até 30% do sódio dos seus produtos.

Em 2012, foi assinado outro acordo – nesse caso, com os fabricantes de temperos, caldos prontos e margarinas,  que terão até 2015 para reduzir o sódio das mercadorias que produzem. Finalmente, um terceiro acordo foi fechado em novembro de 2013 com as indústrias processadoras de requeijão, mortadelas, linguiças, queijos e presuntos, que terão até 2017 para se adequar aos padrões estabelecidos. Com isso, nos próximos quatro anos o brasileiro deverá consumir, em média, menos 63% de sódio, o principal componente do sal.