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O povo em primeiro lugar

Atenção Básica

 

Saúde da Família cobriu mais de 124 milhões de habitantes

Até 2016, em 5.506 municípios brasileiros, os primeiros sintomas de qualquer doença colocaram para funcionar uma cadeia de cuidados que teve seu primeiro elo nos 266.169 mil agentes comunitários, integrantes das 40,3 mil equipes de Saúde da Família que contavam também com médicos e enfermeiros. O programa tornou-se o pilar da reorganização da Atenção Básica. Ficaram na literatura ou nas fotografias de arquivo dos jornais as imagens do passado, com crianças famintas, esvaindo-se em diarreias mortais, sem que a mãe pudesse ou soubesse o que fazer.

Quando Lula foi eleito em 2002, menos de 32% dos brasileiros eram atendidos por equipes de Saúde da Família. Em 2016, a cobertura passou para 61% da população. Em 2011, o PSF mudou de nome e deixou de ser chamado “programa”. Para defini-lo como uma política permanente, considerada pelo Ministério da Saúde como algo definitivo e essencial para as políticas públicas, passou a ser chamado “Estratégia Saúde da Família”. Porém, com o governo atual, o programa passa por um verdadeiro apagão. Segundo dados do Ministério da Saúde, em setembro de 2019 o número de equipes atuando caiu drasticamente, com apenas 22 mil equipes. 

                    

Brasil Sorridente - O maior programa gratuito de saúde bucal do mundo

Para quem não podia pagar pelos serviços de um dentista particular, o único arremedo de política de saúde bucal do país era o uso indiscriminado do boticão, o sombrio alicate usado para arrancar dentes.

Os Centros de Especialidades Odontológicas oferecem tratamentos de canal e pequenas cirurgias. Foto: Divulgação/MDSEm 2004, quando o Brasil Sorridente foi criado, 20% da população já tinha perdido todos os dentes. O resultado foi a criação de um estigma: o sorriso desdentado como símbolo da miséria, da falta de cuidados e da ausência do Poder Público. Em 2016, 83 milhões de brasileiros passaram a ter um bom motivo para sorrir.

O programa Brasil Sorridente, que investiu R$ 7 bilhões nos primeiros dez anos de existência, reformulou completamente a Atenção Básica em saúde bucal e, até 2016, contou com 24 mil equipes de odontologia trabalhando na Estratégia Saúde da Família de 5.007 municípios. 

Para os casos mais complexos ou para restaurar o sorriso dos milhões de brasileiros que tiveram seus dentes arrancados – principalmente os mais idosos – foram criados 1.033 Centros de Especialidades Odontológicas. Além disso, de 2010 a 2016, foram disponibilizadas mais de 33,5 mil próteses dentárias. Elas foram entregues gratuitamente a pessoas que tiveram suas bocas mutiladas no passado.

Graças ao programa, o Brasil hoje faz parte do grupo de países com baixa incidência de cárie dentária, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). E mais: com as ações de prevenção, tratamento básico, atendimentos especializados, cirurgias, tratamentos de canal e reabilitação em saúde bucal do Brasil Sorridente, cerca de 400 mil dentes a menos foram extraídos por ano!

                                    

                   

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• Programa resgata autoestima da população

Mais e melhores postos de saúde em todo o Brasil

O investimento na renovação das instalações físicas onde os profissionais de Saúde da Família trabalham deu a dimensão da importância da estratégia dos governos petistas. Os recursos destinados à atenção básica cresceram 106% entre 2010 e 2014, passando de R$ 9,7 bilhões para R$ 20 bilhões ao ano.

Até abril de 2016, foram concluídas 15.720 obras, das quais são 5.248 obras de ampliação, 4.286 construções, 6.186 reformas concluídas e, até o último ano do governo Dilma, estavam em funcionamento 41.557 UBS. 

Saúde na Escola beneficiou 70 mil instituições em 4.784 municípios

Médicos, pedagogos, agentes comunitários de saúde, professores, pais de alunos e enfermeiros trabalham juntos para prevenir doenças e promover a saúde de crianças, adolescentes e jovens matriculados na rede pública de ensino.Lançado por Lula, em 2007, o Saúde na Escola garantiu diagnóstico precoce de doenças crônicas, controle de cáries e identificação do estado nutricional dos alunos Foto: Ricardo Stuckert

Criado em 2007, o programa envolveu, de maneira inédita, os Ministérios da Saúde e da Educação. No ambiente escolar, os profissionais fazem o diagnóstico precoce de doenças crônicas, o controle de cáries, detectam problemas de visão e identificam o estado nutricional dos alunos. Até 2016, 70 mil escolas, pré-escolas e creches, com maioria de alunos do Bolsa Família, fizeram parte do programa, que atende crianças e jovens em 4.784 municípios. A ampliação do programa Saúde na Escola para as creches e pré-escolas integrou a ação Brasil Carinhoso, que foi concebida numa perspectiva de garantir atenção integral a crianças e jovens reforçando políticas ligadas à saúde e à educação.

 

Saúde Mental - Atenção psicossocial e integração à família se tornaram prioridade

Um ano antes da primeira eleição de Lula, em 2001, a lei da reforma psiquiátrica condenou os antigos hospitais psiquiátricos dos quais os pacientes saíam – quando saíam – com sequelas piores que a própria doença. Coube aos governos Lula e Dilma criar novas estruturas para atender os doentes mentais de maneira humanizada e acolhedora, com a finalidade de integrá-los à família e à sociedade.

Com Lula e Dilma, o orçamento destinado à saúde mental triplicou, saltando de R$ 620 milhões para R$ 2 bilhões. Em consequência, o número de Centros de Atenção Psicossocial, os Caps, chegou a 2.328 unidades em 2016, contra os 424 existentes em 2002. Criados no final dos anos 1980, os Caps envolvem a comunidade e a família no tratamento dos doentes mentais, para que eles possam voltar a levar uma vida normal. 

 

Melhoria de condições sanitárias reduziu mortalidade de bebês indígenas

A saúde indígena deixou de ser mais uma das ações desenvolvidas pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa) para ser o foco exclusivo de uma secretaria criada pelo Ministério em 2010. O principal objetivo é o atendimento dos índios brasileiros pelo SUS de maneira integral. Os governos de Lula e Dilma investiram principalmente na melhoria das condições sanitárias, no manejo de lixo e no abastecimento d’água das aldeias. Em consequência desses esforços, a mortalidade infantil entre os bebês indígenas caiu continuamente. Em 2009, ela foi de 41,9 mortes por 1000 nascidos vivos, contra 74,6 no ano 2000. Em 2019, porém, após o fim da execução do programa Mais Médicos, a mortalidade de bebês indígenas voltou a subir no Brasil: foram 530 bebês indígenas, com até um ano de idade, mortos no período de janeiro a setembro de 2019.