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Mais forte e respeitado

América Latina

Brasil atua para que vontade das urnas seja respeitada em todo o continente

Criada em 2008, a Unasul fortaleceu os laços entre os países sul-americanos
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Priorizar a América Latina significou bem mais do que fortalecer o Mercosul e discutir tarifas ou barreiras comerciais com os países vizinhos. A pauta da política externa brasileira para a região envolveu, principalmente, a defesa da democracia. Desde os primeiros meses de 2003, o Brasil atua como articulador, para promover o diálogo e assegurar que a soberania nacional e a vontade das urnas sejam respeitadas.

Poucos dias depois de assumir a Presidência, Lula propôs a criação do grupo Amigos da Venezuela, com a participação do Brasil, Estados Unidos, Espanha, México, Portugal e Chile. Os governos desses países intermediaram as negociações entre o presidente Hugo Chávez e a oposição, que havia tentado um golpe de Estado meses antes. O diálogo patrocinado pelo grupo esfriou os ânimos e garantiu a realização de um referendo revogatório naquele mesmo ano, quando a maioria do povo venezuelano decidiu pela manutenção do mandato de Chávez.

 

Novos organismos para garantir a paz, a democracia e o desenvolvimento

Nos últimos 12 anos, os governos de Lula e Dilma assumiram posições firmes contra todas as tentativas de derrubar governos eleitos democraticamente na América Latina. A criação ou o fortalecimento de organismos multilaterais é a estratégia para evitar tanto as ameaças à democracia quanto conflitos entre os países da região.

Um passo fundamental nessa direção foi dado em 2008, com a criação da União das Nações Sulamericanas (Unasul), espaço de articulação e unidade política dos 12 países da América do Sul. No mesmo ano nasceu o Conselho de Defesa da Unasul, aliança militar que tem o objetivo de traçar políticas comuns de defesa e organizar ações de emergência contra violações e ataques.

Outro passo importante foi a criação do Banco do Sul, instituição cujo objetivo é emprestar dinheiro às nações do continente para a construção de obras de infraestrutura e programas sociais.

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Entenda a Unasul

A hora e a vez dos países caribenhos, inclusive Cuba

O multilateralismo extrapola os limites sul-americanos: em 2010, foi criada a Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), sem a presença de Estados Unidos e Canadá. Ambos se opõem à entrada de Cuba na Organização dos Estados Americanos (OEA), mas não tiveram como impedir que o país caribenho fosse recebido pela nova organização. Não por acaso, a reunião de cúpula da Celac, em janeiro de 2014, foi realizada em Havana, que há décadas não sediava evento do gênero.

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Entenda a Celac