• English
  • Português
  • Español
Mais forte e respeitado

Copa Sustentável

Copa das Copas confirma: Brasil é campeão em sustentabilidade

Construímos estádios sustentáveis e compensamos em quase dez vezes emissões de gases de efeito estufa durante a Copa / Foto: Paulo rsmenezesO mundo inteiro sabe que o Brasil realizou a Copa das Copas. O que nem todo mundo sabe é que somos o único país do mundo a assumir uma meta de compensação de gases do efeito estufa para um grande evento, mesmo antes dele se iniciar. Pois o Brasil assumiu e cumpriu com goleada, o que é ainda mais importante.

O Brasil compensou quase dez vezes mais do que as projeções de emissões diretas de gases de efeito estufa geradas pela Copa do Mundo de 2014. Um placar elástico: foram compensadas 545,5 mil toneladas de carbono equivalente (unidade de medição das substâncias que interferem no aquecimento global), contra as 59,2 mil toneladas estimadas para atividades como obras, uso energético nos estádios e deslocamento de veículos oficiais.

A compensação decorreu da doação de créditos de carbono em resposta à chamada pública do Ministéiro do Meio Ambiente. O edital ficou aberto por três meses e teve a adesão de 16 empresas detentoras de Reduções Certificadas de Emissões (RCEs), os créditos de carbono, que são projetos brasileiros de compensação de emissões certificados pelas Nações Unidas.

 

Coleta recorde de resíduos sólidos

O Mundial de 2014 também foi a Copa das Copas em coleta de resíduos sólidos para reciclagem. Cooperativas de catadores atuaram nos 12 estádios, para a recuperação e separação dos resíduos deixados pelos torcedores durante os jogos. Só em Fortaleza foram coletadas 90 toneladas de resíduos, na arena Castelão, palco dos jogos, e no aterro da Praia de Iracema, onde aconteceu a Fan Fest. A atividade envolveu 350 catadores de 17 instituições. A coleta de resíduos no Castelão ajudou a poupar o equivalente 1.879 m³ de água, 5 toneladas de areia, 566 árvores, 1 tonelada de carvão mineral, 166 MWh de energia elétrica, 9 toneladas de minério de ferro e 121 barris de petróleo.

 

Estádios recebem principal certificação ambiental

Sete das 12 arenas construídas/reformadas para a Copa do Mundo de 2014 receberam a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) para edificações que atestam a adoção de conceitos de sustentabilidade.

O Mineirão (Belo Horizonte), por exemplo, recebeu uma usina fotovoltaica instalada em sua cobertura, capaz de captar energia solar e transformá-la em energia elétrica suficiente para abastecer 1.200 residências de médio porte. As madeiras retiradas do entorno da obra foram reaproveitadas por artesãos mineiros, na produção de arte popular.

A reforma do Beira-Rio (Porto Alegre) contou com um plano de prevenção de poluição do solo e do ar, com o objetivo de reduzir os efeitos das atividades de construção, controlando a erosão do solo, o assoreamento dos cursos d’água e a geração de poeira na vizinhança.

O Castelão (Fortaleza) tem sistema de condicionamento de ar que não utiliza gases refrigerantes a base de CFC (clorofluorcarbono), responsáveis pela destruição da camada de ozônio.

Na Arena Amazônia (Manaus), a irrigação do campo é automatizada e realizada com água da chuva, armazenada em sete grandes reservatórios.


Quer saber mais?

Confira as principais notícias sobre Copa do Mundo e Sustentabilidade