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O povo em primeiro lugar

Populações vulneráveis

 

Aldeias indígenas

Um dos desafios do Luz para Todos é atender às comunidades indígenas sem interferir na sua cultura, na sua tradição, no seu modo de ser e pensar. Convênio do Ministério de Minas e Energia (MME) com a Funai permite que, nas escolas das aldeias Terena, Guarani Kaiowá e Kaingang, os benefíciários recebam instruções sobre como utilizar a energia elétrica de forma racional e segura, em cartilhas publicadas em português e nas línguas nativas de cada um desses povos.

Segundo dados do Ministério de Minas e Energia (MME), cerca de 35 mil famílias indígenas (180 mil pessoas) viram a energia elétrica chegar às suas aldeias. Junto com ela chegaram as geladeiras, que nos postos de saúde armazenam vacinas e soros contra animais venenosos. Chegaram também equipamentos de irrigação, para garantir a produção de milho e mandioca. Chegaram até computadores, como os da escola da aldeia Campestre, em Antônio João (MS), com as quais os alunos estudam e se divertem, rindo e conversando feito qualquer criança – só que em guarani.Cerca de 35 mil famílias indígenas viram a energia elétrica chegar a suas aldeias e melhorar a produção de alimentos Foto: Divulgação MME

Comunidades quilombolas

Mais de 29 mil famílias (cerca de 150 mil pessoas) de comunidades remanescentes dos quilombos foram beneficiadas pelo Luz para Todos, de acordo com o MME. Sai a escuridão, entra a luz elétrica – e com ela a geladeira, a televisão, o ventilador... No município de Alcântara (MA), maior área de remanescentes de antigos quilombos do Brasil, as lojas de eletrodomésticos venderam como nunca. Na comunidade Arenhengaua, o pequeno comerciante Antonio Coelho, que no tempo da escuridão só podia vender bolo e biscoito, hoje exibe na fachada da venda o anúncio de carne, sorvete e cerveja gelada. “Agora sim, eu posso falar que tenho um comércio. Com a energia ficou muito mais fácil”, comemora.Os remanescentes de quilombolas de Itamatatiuia, em Alcântara, no Maranhão, já não passam as noites na escuridão Foto: Divulgação MME

Quer saber mais?

• Programa leva saúde e educação à comunidade quilombola do município de Tapecuru- Mirim e à comunidade de Ilha Grande no Maranhão

Assentamentos

O Luz para Todos já beneficiou 228 mil famílias (mais de 1 milhão de pessoas) que vivem e trabalham em assentamentos da Reforma Agrária. A energia elétrica gera lucro e melhora a qualidade de vida. No assentamento Colônia 2, no município de Padre Bernardo (GO), por exemplo, a agricultura irrigada aumentou a produtividade e a renda das famílias. No assentamento Itamarati, em Ponta Porã (MS), os tanques de resfriamento de leite acabaram com a perda de produto e o prejuízo. “Antigamente, tínhamos que tirar o leite todo dia e sair batendo de casa em casa, para vender antes que estragasse”, lembra sem saudade o pequeno produtor Ildo Teixeira da Silva.Luz para Todos chega aos lugares mais distantes, como mostram as torres de luz do assentamento Itamaraty, em Ponta Porã (MS) Foto: Divulgação MME

Chegando aonde a escuridão está

O programa Luz para Todos leva energia e dignidade aonde quer que o povo esteja. Não importam os custos ou as dificuldades logísticas. Nada menos que 90 mil metros de cabos subaquáticos estão hoje mergulhados no mar e nos rios, iluminando ilhas e outras regiões remotas. Novas tecnologias foram desenvolvidas, como a dos postes de resina de poliester reforçada com fibra de vidro: cinco vezes mais leves que os postes convencionais, eles chegaram aonde parecia impossível, flutuando nas águas dos rios ou içados por helicópteros. Por essas e outras, o Luz para Todos é considerado o programa de inclusão de energia elétrica mais ambicioso já implementado no mundo.

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• Veja como o Programa Luz para Todos atingiu a ilha de Araras, no estado do Pará

• Os desafios de trazer a eletricidade para o Lago (estado de Rondônia) e da Serra de Cafundó (Ceará)