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Perguntas Frequentes

Os estádios construídos para a Copa irão se tornar o que chamam de “elefantes brancos”?

Não. Os novos estádios – na verdade, arenas multiuso – impulsionarão a indústria do futebol no Brasil. Um estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas) aponta que, com estrutura e gestão adequadas e eficientes, o futebol brasileiro pode movimentar até R$ 60 bilhões por ano e empregar mais de 2 milhões de brasileiros, direta ou indiretamente. Com linha de financiamento do BNDES no valor total de R$ 3,8 bilhões (recursos que retornarão depois ao caixa da União), foram construídas e reformadas 12 arenas para todas as regiões do país. Após a Copa, ficarão como legado para as 12 cidades-sede, constituindo-se em locais com potencial de excelência internacional, para realização de disputas esportivas e eventos culturais. A construção e reforma das arenas exigiu mais R$ 4 bilhões, que tiveram origem de investimentos de governos estaduais, municipais e parceiros privados.

O Bolsa Atleta não representa um privilégio a poucos atletas, que pode levar à acomodação?

Não. O Bolsa-Atleta, criado em 2005 pelo presidente Lula, hoje figura como o maior programa de incentivo direto a atletas do mundo. Em 2013, o Bolsa Atleta alcançou seu recorde de beneficiários, contemplando 5.691 atletas, em diversas categorias: Atleta de Base, Estudantil, Nacional, Internacional e Olímpico/Paraolímpico, alem da nova Bolsa Pódio. Todas essas categorias visam apoiar não só atletas olímpicos como também atletas em diversos outros níveis de competição e formação. Nos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, o Brasil foi representado por 259 atletas. Destes, 111 recebiam o Bolsa-Atleta. Entre eles, a piauiense Sarah Menezes, que conquistou a primeira medalha de ouro da história do judô feminino brasileiro.

O Brasil não está investindo seus poucos recursos no esporte de alto rendimento, e esquecendo-se do esporte para a população em geral?

Não. Até o fim de 2014, por exemplo, 263 municípios – nas 27 unidades da federação – receberão 285 unidades dos Centros de Iniciação ao Esporte (CIEs), como parte do objetivo de estender a todas as unidades da Federação o legado dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio. Para tanto, o Governo Federal está investindo R$ 967 milhões em equipamentos multiuso que irão promover a iniciação à prática de esportes e também para desenvolver o esporte de alto rendimento, estimulando a formação de atletas em áreas de vulnerabilidade social. Além disso, o Governo Federal vem buscando também fortalecer iniciativas como o Programa Esporte e Lazer da Cidade (Pelc), que proporciona a prática de atividades físicas, culturais e de lazer que envolvem todas as faixas etárias e as pessoas portadoras de deficiência, e o Programa Vida Saudável, voltado especificamente para prática esportiva pelas pessoas idosas.

Qual o risco de os recursos destinados ao esporte serem desviados por dirigentes corruptos e que se perpetuarão no poder nas entidades e federações esportivas?

As transformações verificadas no esporte brasileiro também levaram a importantes mudanças nas federações. A fim de garantir que os avanços se consolidem, e mais avanços aconteçam, em outubro de 2013, a presidenta Dilma Rousseff sancionou a lei 12.868/2013, segundo a qual os mandatos dos dirigentes de entidades esportivas que recebem recursos federais passaram a poder ter no máximo quatro anos, com uma única recondução permitida. O objetivo da medida é oxigenar a gestão dessas entidades.

Quais os resultados práticos já promovidos pelos investimentos no esporte brasileiro?

Além de seguir conquistando vitórias em áreas fortes há décadas no país – como o futebol, vôlei, natação e judô – hoje o Brasil também vem se fortalecendo em novas áreas, como as modalidades paraolímpicas, a ginástica artística e o handebol feminino. Com um trabalho de longo prazo e de grande qualidade, as meninas brasileiras do handebol conquistaram o Campeonato Mundial de 2013, na Sérvia. Nos Jogos Olímpicos de Londres, 2012, Arthur Zanetti conquistou a primeira medalha da ginástica artística do país, com o ouro nas argolas. E nos Jogos Paraolímpicos de 2012, em Londres, o Brasil chegou ao melhor desempenho da história do país, conquistando 21 medalhas de ouro e garantindo a sétima posição no quadro geral de medalhas.