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Crescimento com distribuição

Nordestinos já não precisam migrar para melhorar de vida

A concentração de riquezas, indústrias e investimentos no Sudeste provocou, durante décadas, uma migração interna que esvaziou terras no Nordeste e superpovoou as periferias no eixo Rio-São Paulo. Por causa das políticas de crescimento dos governos Lula e Dilma, agora nem mesmo com a seca os nordestinos precisam tentar uma vida melhor longe de casa.

O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) ganhou novas dimensões depois que seu orçamento saiu de R$ 2,2 bilhões em 2002 para R$ 21 bilhões em 2013. Como 30% da merenda escolar agora é abastecida pela agricultura familiar, passou a existir um mercado garantido para o que é produzido nas pequenas propriedades. As políticas integradas de infraestrutura e apoio à produção em 123 Territórios da Cidadania (84 deles no Norte e Nordeste) estão fazendo surgir modelos de desenvolvimento sustentável em regiões rurais com elevados índices de pobreza.

(Saiba mais em Agricultura Familiar e Reforma Agrária)

 

A instalação de 1 milhão de cisternas, pelos governos Lula e Dilma, garantiu água durante a maior seca das últimas décadas Foto: Ana Nascimento/MDS

E quando a seca tornou-se intensa, Dilma não repetiu que iria “combatê-la” – como se isso fosse possível - mas destinou R$ 7 bilhões para incentivar a agropecuária com tecnologias de convivência com o semiárido e a estiagem, por meio do Plano Safra do Semiárido. Para amenizar os efeitos imediatos da estiagem, o governo mantém o Bolsa Estiagem mensal de R$ 80,00 para 1,3 milhão de agricultores que temporariamente não têm como produzir.

Foi também montada a maior operação Carro-Pipa da história, com apoio do exército e contratação de 6.400 pipeiros. Além disso, mais de 600 mil toneladas de milho foram oferecidas com preços subsidiados e 300 mil cisternas instaladas. Ao todo, Lula e Dilma implantaram cerca de 1 milhão de cisternas para consumo humano.

Os recursos de apoio à agricultura e pecuária somados à transferência de renda do Bolsa Família (51,1% dos 50 milhões de beneficiados do programa estão no Nordeste) explicam uma mudança histórica quando a região vive sua maior seca em décadas (comparadas às piores dos anos 50 e 70) e, pela primeira vez, não se vê migração em massa para o Sudeste e tampouco situações de saques a mercadinhos e feiras e invasões a cidades tão comuns no passado. É verdade que a seca é um importante problema climático, mas que agora tem seu impacto social reduzido.

Para mais informações acesse

http://www.brasil.gov.br/observatoriodaseca/index.html