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Crescimento com distribuição

Desenvolvimento Humano

 

Em nove anos, mais de 2 mil cidades avançam da categoria Muito Baixo para Médio, Alto e Muito Alto Desenvolvimento Humano

O cálculo do IDHM considera a expectativa de vida ao nascer da população, a renda mensal per capita, a escolaridade da população adulta e o acesso à escola por parte de crianças e jovens. E tudo isso melhorou praticamente no Brasil inteiro a ponto de apenas 0,57% dos municípios estarem atualmente na faixa de IDHM Muito Baixo, ou seja 32 municípios. Em 1991, eram 85,8%. Em 2000, quando o Brasil se enquadrava na categoria Médio, 2.328 municípios ainda estavam na faixa Muito Baixo.

Relatório do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), responsável pela medição do IDHM, aponta para os avanços constantes ano após ano no Índice destacando “a redução da disparidade entre Norte (N, NE) e Sul (S, SE, CO) e a melhoria acentuada dos municípios que tinham posições menores de IDHM”.

IDHM mostra avanços sociais do Brasil

Diferença entre mais alto e mais baixo IDHM aumentou de 1991 para 2000, mas teve queda expressiva entre 2000 e 2010

Longevidade: 39% dos municípios têm crescimento da expectativa de vida acima da média nacional

O aumento da expectativa de vida ao nascer de 64,7 anos em 1991 para 73,9 anos em 2010 colocou todos os municípios brasileiros nas faixas de Médio, Alto ou Muito Alto de Desenvolvimento Humano no componente Longevidade. Entre 2000 e 2010, 39% dos municípios apresentaram crescimento acima da média do crescimento nacional, com destaque para o Norte e o Nordeste.

1.193 dos 1.704 municípios do Nordeste, o equivalente a 66% da região, apresentaram, na última década, crescimento superior ao do Brasil. Esse crescimento é reflexo da queda da mortalidade infantil e da ampliação do acesso aos serviço de saúde nas regiões metropolitanas das 9 capitais, mas também nas pequenas e médias cidades das zonas da mata, agreste e sertão nordestinos.

Educação: Fluxo escolar de crianças e jovens cresce 156% em 20 anos

Dos três componentes que fazem parte do IDHM, a educação foi o que mais avançou no Brasil de 1991 a 2010. O fluxo escolar de crianças e jovens cresceu 156% e foi o maior responsável por este resultado, pois o percentual de crianças de 5 a 6 anos frequentando escolas era de 37,3% em 1991, saltou para 71,5% em 2000 e já havia ultrapassado a casa dos 91% em 2010, desempenho semelhante ao percentual de crianças de 11 a 13 anos em sala de aula: de 36,8% para quase 84,9% em 2010. O fato da população adulta com ensino fundamental completo ter crescido de 30,1% para 54,9% também foi importante para a evolução do IDHM brasileiro.

Entre 2000 e 2010, 65% dos municípios brasileiros cresceram no subíndice de educação acima da média nacional. Apesar dos avanços dos últimos anos, as regiões Norte e Nordeste detém 90% dos municípios nas faixas Baixo e Muito Baixo para o item educação, sendo que mais de 50% dos municípios nas faixas Médio e Alto estão situados no Sudeste e Sul do país.

Renda: 72% dos municípios apresentam crescimento de renda acima da média nacional em 10 anos

Se é verdade que ainda existe uma grande desigualdade de renda entre o Norte e o Sul do Brasil, esse fosso vem diminuindo ano a ano. A novidade é que nos governos Lula e Dilma todas as classes sociais estão ganhando mais em todas as regiões. A fórmula do IDHM para o item renda leva em conta os recursos disponíveis para uma família garantir um padrão de vida com acesso a necessidades básicas, como água, alimento e moradia. Neste caso, a renda per capita mensal dos brasileiros cresceu R$ 346,31 entre 1991 e 2010. Entre 2000 e 2010, 72% dos municípios brasileiros apresentaram crescimento de renda acima da média de crescimento nacional.